A economia japonesa não passou imune à crise da Grécia, que ameaça mergulhar a União Européia numa segunda recessão. Com o enfraquecimento do euro, os investidores correram para comprar o iene. No dia 6, o dólar chegou a ser cotado em 88 ienes. Para refrear a alta, o Banco Central fez uma injeção emergencial de 2 trilhões de ienes no mercado.
As ações japonesas, porem, levaram um grande tombo. Nervoso, o mercado pressente que a valorização da moeda japonesa esfrie as exportações do país.
Além disso, não se sabe se o o socorro financeiro da UE à Grécia será suficiente ou não. Outra dúvida é se o governo de Atenas terá firmeza para impor o pacto de austeridade orçamentária, firmado com a UE.
Paira ainda o risco do contágio da crise para os vizinhos europeus como Portugal, Espanha, Islândia. Se a desgraça acontecer, os especuladores ficarão de alerta para saber se Alemanha e França terão cacife para suportar o baque, impedindo a fragilização do euro.
Os alemães reclamam que enquanto se sacrificam, outra nação esbanja dinheiro, necessitando depois de socorro.
O cenário pode retardar o crescimento da Europa. A China tem como maior exportador a UE, o que pode desacelerar a economia mundial.
A calmaria só voltará se o mercado avaliar que a UE está tomando ações coordenadas para evitar o colapso financeiro, pois a maioria dos bônus gregos está em mãos de bancos europeus.
Fonte: Alternativa Ed. 231