Arquivos Mensais: junho 2010

Vendas do varejo no Japão sobem em maio, mas ficam abaixo de expectativas

As vendas no varejo do Japão aumentaram em maio, mas ficaram abaixo das expectativas, sinalizando a redução dos incentivos do governo para a compra de carros e eletrodomésticos, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira (28).

O Ministério do Comércio japonês informou que as vendas no varejo avançaram 2,8% no mês passado, na base anual, abaixo das estimativas de avanço, que superavam 4,5%.

Na comparação mensal, houve queda de 2% com ajuste sazonal, estimulada principalmente pelas vendas de automóveis, que cederam 5,9%, e de eletrodométicos, que perderam 7,9%.

Fonte: Infomoney

Aposentadoria preocupa os trabalhadores japoneses

Assalariados acham que é preciso juntar pelo menos 30 milhões de ienes para o período da aposentadoria

Metade dos trabalhadores japoneses gostariam de ter uma vida tranquila após aposentadoria, mas acreditam que terão de viver com um padrão de vida inferior em comparação com o atual.

Cerca de 60% deles preveem que terão gastos futuros maiores que a renda devido, principalmente, aso cuidados com a saúde. E 70% acham que a vida na velhice terá padrão inferior ao dos aposentados de hoje.

Essa é a expectativa dos trabalhadores japoneses em relação à aposentadoria, segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa da seguradora Fidelity Japan. Conforme o relatório, muitos assalariados estão preocupados com a vida durante a aposentadoria e reconhecem a importância do planejamento financeio. No entanto, poucos estão preparados.

A pesquisa foi feita pela internet, contando com pouco mais de 10 mil assalariados e funcionários públicos na faixa etária de 20 a 59 anos.

De acordo com a enquete, cerca de 90% deles disseram que não se sentem seguros somente com o plano público de aposentadoria. Ao mesmo tempo, 44% responderam que não têm nenhum recurso guardado para vida cubrir uma possível falta de recursos. Na faixa de 20 a 29 anos, esse índice aumenta para 58%.

Entre os que estão na faixa de 50 a 59 anos, 27% afirmaram não ter poupança suficiente para a fase de aposentadoria.

“Pode ser considerada crítica esta situação em que mais de 40% dos trabalhadores não possuem nenhum recurso para viver depois da aposentadoria fora a pensão pública”, conclui o relatório.

A meta dos participantes aumenta proporcionalmente a renda atual. Aqueles que ganham até ¥ 3 milhões, por exemplo, consideram necessário juntar ¥ 25 milhões, enquanto os que têm renda anual entre ¥ 3 milhões e ¥ 5 milhões, acham que será preciso cerca de ¥ 28 milhões. Os que ganham entre ¥ 5 milhões e ¥ 7 milhões, acreditam que serão necessários ¥ 30 milhões de poupança para viver bem.

Já os trabalhadores que recebem de ¥ 10 mihões a ¥ 15 milhões por ano, querem juntar ¥ 41 milhões, e os que ganham mais de ¥ 20 milhões, querem poupar ¥ 71 milhões.

Na realidade, porém, os assalariados quie participaram da pesquisa têm em média ¥ 5 milhões guardados para o período da aposentadoria.

Fonte: ipcdigital.com

Acordo da previdência pode sair entre julho e agosto

Ministros da Previdência e do Trabalho virão ao Japão nesse período

A assinatura do acordo previdenciário entre o Brasil e o Japão pode acontecer entre o final de julho e o início de agosto.

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, deve vir ao Japão para participar da celebração dos 20 anos da mudança da lei de imigração que abriu o mercado de trabalho do país para os descendentes de japoneses.

A expectativa é de que ele e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, abram os eventos com o anúncio da conclusão das negociações com as autoridades japonesas do setor.

Leia mais detalhes na edição 977 de 26 de junho do jornal International Press. Confira as manchetes da edição aqui.

Fonte: ipcdigital.com

Iene sobe frente ao dólar com PIB japonês vindo maior que o esperado

SÃO PAULO – O iene opera alta frente ao dólar, com indicadores norte-americanos vindo piores do que se esperava. Por volta de 14h50, a moeda japonesa estava cotada a ¥ 91,02 por dólar, com desvalorização de 0,3% da divisa norte-americana.

No Japão, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 5% no primeiro trimestre em dados anualizados. O resultado veio acima das projeções do mercado que apontavam para alta de 4,2% e superou os dados da primeira prévia, que mostraram crescimento de 4,9%.

Front norte-americana
Nos Estados Unidos, foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego, que ficou em 456 mil, desempenho pior que o esperado por analistas, de 450 mil.

Há ainda o déficit comercial de abril, que passou de US$ 40,4 bilhões, nos dados revisados de março, para US$ 40,3 bilhões no quarto mês de 2010. As projeções apontavam para saldo negativo de US$ 41,3 bilhões.
?Fonte: Infomoney

Japão: sentimento do consumidor sobe em maio pela quinta vez consecutiva

SÃO PAULO – O sentimento do consumidor japonês registrou em maio sua quinta alta consecutiva, avançando 0,8% frente a abril, atingindo 42,8 pontos – maior pontuação desde outubro de 2007. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Gabinete do Governo.

Ainda assim, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, linha que marca a divisão entre otimismo e pessimismo. Ainda assim, o Gabinete ressaltou que a confiança do consumidor “continua melhorando”.

Entenda o indicador
O indicador é calculado com base nas expectativas do consumidor nos próximos seis meses em quatro áreas: sustento, crescimento da renda, emprego e vontade de comprar bens duráveis. As respostas possíveis são “melhora”, “alguma melhora”, “permanece inalterado”, “alguma deterioração” e “deterioração’.

Os três primeiros itens registraram avanço em maio. Enquanto o emprego ganhou 1,8 ponto frente a abril, crescimento da renda subiu 0,7 ponto e sustento avançou 0,6 ponto. Já a vontade de comprar bens duráveis mostrou queda de 0,1 ponto – primeiro recuo em seis meses, refletindo uma revisão feita pelo governo em um programa de incentivo para compra de aparelhos ambientalmente sustentáveis.

Fonte: Infomoney

Japão: preços do atacado sobem em maio após 17 meses de queda

SÃO PAULO – Os preços do atacado no Japão cresceram 0,4% em maio frente ao mesmo mês do ano passado, marcando a primeira alta em 17 meses, segundo dados preliminares do Banco do Japão divulgados nesta quinta-feira (10). O índice de preços ficou em 103,2, ante a base de 2005 que representa 100.

Com relação a abril deste ano, o avanço foi de 0,1%. O índice também veio acima das projeções, que esperavam variação nula nos preços no quinto mês do ano.

A queda no índice começou em janeiro de 2009, repercutindo a crise financeira. O recorde de baixa foi registrado em julho e agosto de 2009, quando o indicador mostrou queda de 8,5%.

Importação e exportação
Os preços de importação medidos em iene subiram 13,3%. Com base nas moedas de contrato, a alta foi de 18,8%. Já os preços de exportação caíram 1,3% em termos de iene, e aumentaram 3,1% com base nas moedas de contrato.

Fonte: Infomoney

Novo ministro de Finanças mostra-se contrário a guiar oscilações do iene


SÃO PAULO – Recém-nomeado ao posto de ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda afirmou nesta quarta-feira (9) não ter intenções de guiar as oscilações do iene, seja no sentido de valorizá-lo, seja no de depreciá-lo.

Durante coletiva de imprensa, Noda revelou mais uma vez sua avaliação de que “flutuações excessivas ou movimento desordenado (em moedas estrangeiras) têm um impacto negativo na estabilidade das economias e no mercado financeiro”.

Ademais, foi enfático ao afirmar que, baseado nestas premissas, irá “monitorar o mercado de perto”.

Fonte: Infomoney

Empreiteiras acompanham mudanças na lei de haken

A lei seria votada até junho, mas outros projetos estão na pauta prioritária do governo como a reforma postal

As empreiteiras que contratam brasileiros no Japão estão acompanhando de perto as mudanças no sistema de contrato para trabalhadores terceirizados que faz parte da Reforma Trabalhista, discutida no Parlamento. A lei seria votada até junho, mas outros projetos estão na pauta proritária do governo como a reforma postal.

Pesquisa feita pelo ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social até outubro de 2009 com mais de 94 mil empresas que contratam estrangeiros (publicada na edição 958 de 13 de fevereiro do jornal International Press) mostra que 66 mil brasileiros estão no país trabalhando como terceirizados (haken). Mas o número é provavelmente maior, já que algumas empresas não responderam a pesquisa.

As empreiteiras dividem-se sobre o quanto a proposta do governo vai atingir a comunidade brasileira no Japão. Uma empregadora da região de Shizuoka garante que a obrigação de contratar os trabalhadores diretamente e remunerá-los mesmo quando não há trabalho não a afetará porque a empresa já opera nessas condições há anos.

Atualmente o contrato de trabalho da empregadora é de seis meses. Mas há funcionários que são dispensados por serem improdutivos ou faltarem muito.

Quando a atual crise se instalou, alguns trabalhadores foram remanejados. Cerca de 25% dos 800 terceirizados foram demitidos. No entanto a empreiteira lembra que, numa situação normal da economia, as demissões chegam a 20%.

Em Aichi, uma outra empreiteira lembra que a reforma no sistema de haken era uma promessa de campanha do governo. Apesar da nova lei, a empresa acredita que a terceirização por cadastro (tooroku-gata haken) vai continuar.

Entre 30% e 40% da população que ganha menos de ¥ 2 milhões por ano e que trabalha em fabrica vai acabar ficando sem alternativa de emprego, revela a empregadora, que acredita ainda que as empresas vão continuar saindo do Japão ou se ajustando à nova realidade com trabalhadores temporários asiáticos (kenshuusei).

Toshiro Akiyama, que pesquisa os trabalhadores brasileiros no Japão e é autor do livro Todo Dekassegui é um Urashima Taro, trabalhou como tantoosha de 2004 a 2008. Ele acha que o governo quer acabar com o sistema de haken fazendo com que as empresas trabalhem por empreitada (ukeoi). “Mas, na prática, o que acontece é que elas fazem ukeoi trabalhando como haken”, diz. Akiyama acredita que a reforma não vai dar certo. “Os contratos precários que antes eram de três meses agora são de um mês para facilitar a dispensa do funcionário. Acho que não vai beneficiar brasileiros. Antes havia a barreira do nihongo, agora é a idade”, conclui.

O tantoosha de uma outra empreiteira em Shizuoka concorda que a tendência é as empreiteiras administrarem a linha de produção pelo sistema de ukeoi. “Acredito que, em breve, as empreiteiras minguarão. Poucas delas possuem licença e não contam com estrutura ou informação sobre as diferenças entre as duas modalidades”, diz. “Qual empreiteira sabe administrar uma linha de produção? Tem domínio técnico do produto? Tem noção de legislação trabalhista? Tem cacife para bancar funcionário parado em caso de redução de produção? E como ficam os casos de defeito?”, questiona.

O tantoosha alerta ainda para o caso de empresas e empreiteiras que firmam contratos por empreiteitada, mas continuam tratando os trabalhadores como se fossem haken. Para evitar problemas, é importante firmar um contrato e não depender somente de promessas verbais, aconselha.

Atualmente, o período mínimo previsto por lei para um contrato de trabalho é de três meses, renovável por no máximo três anos. Após esse período, o empregador tem de demitir ou contratar como efetivo. O tantoosha lembra que se trata de uma ótima ferramenta para as empreiteiras filtrarem os funcionários bons. Mas é péssima quando a produção cai, e elas não têm como demiti-los.

Ele questiona ainda que uma mudança como essa é irreal caso outra crise como a atual venha a se repetir. “Qual trabalhador vai ficar exigindo contrato numa época de tanto desemprego? Aqueles que querem poupar dinheiro em pouco tempo vão querer legalizar? Não seria melhor burlar em acordo com o patrão para ter menos descontos no pagamento?”, pergunta.

Na próxima semana vamos trazer a opinião dos sindicatos.

Fonte: ipcdigital

Reservas internacionais do Japão recuam em maio para US$ 1,041 trilhão

SÃO PAULO – As reservas internacionais japonesas registraram recuo de US$ 5,6 bilhões no mês de maio, de acordo com nota do Ministério das Finanças do país.

Ainda assim, o Japão se manteve como o segundo na lista mundial das maiores reservas de divisas, com o total de US$ 1,041 trilhão, atrás apenas da China.

Explicações
Segundo o governo japonês, a maior parte da redução deveu-se à depreciação de seus ativos denominados em euro, em meio à crise de confiança na solvência das economias que adotam a moeda única europeia.

Ademais, a queda foi atribuída à participação japonesa no plano de resgate à Grécia, que contou com recursos tanto de países europeus, quanto do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Fonte: Infomoney

Núcleo vai apoiar brasileiros que vieram do Japão a se recolocar profissionalmente

SÃO PAULO – O Brasil vai criar uma iniciativa para ajudar brasileiros que moravam fora do País a se recolocarem no mercado de trabalho. O Núcleo de Informação e Apoio a Brasileiros Retornados do Exterior vai priorizar, nesta primeira iniciativa, cidadãos que voltam do Japão.

Segundo dados do governo japonês, entre outubro de 2008 e março de 2010, cerca de 80 mil brasileiros voltaram do Japão como consequência da crise financeira internacional. “Nos últimos 20 anos muitos brasileiros migraram para o Japão e por isso hoje temos uma grande comunidade nossa lá. Porém, esse quadro foi afetado pela crise econômica mundial e trouxe uma realidade completamente nova para o Brasil”, explica o coordenador-geral de imigração do MTE, Paulo Sérgio de Almeida. “Por isso estamos enfatizando nesse primeiro momento os retornantes do Japão, mas é claro que brasileiros que voltam de outros países também serão atendidos”.

Reinserção no mercado de trabalho
O MTE afirma que o objetivo do núcleo é auxiliar a brasileiros que trabalhavam no exterior e que têm dificuldades específicas no processo de reintegração e de recolocação no mercado de trabalho nacional. O grupo ajudará os retornantes com informações sobre exercícios de direitos da cidadania brasileira, orientações profissionais voltadas à reinserção ao mercado, captação de oportunidades de emprego e vagas em cursos de qualificação, manutenção de banco de dados específico sobre o perfil dos brasileiros retornados atendidos, entre outras ações.

“Nós queremos saber quem são essas pessoas que estão voltando ao país: suas habilidades profissionais, perfil e formação. A ideia é que esse núcleo estabeleça uma ponte com o Sine (Sistema Nacional de Emprego) para que possa ocorrer o encaminhamento direto a essas entidades. Sabendo o perfil desses trabalhadores, ficará mais fácil encaminhá-los para uma atividade que os absorva”, diz Paulo Sérgio.?

Fonte: Infomoney