Arquivos Mensais: julho 2010

Governo do Japão deve diminui montante destinado a estímulos para ¥1 trilhão

O Comitê de Gabinete do governo do Japão deseja diminuir o montante destinado a estímulos à economia do país no orçamento para o
ano fiscal de 2011. Ao invés dos ¥ 2 trilhões propostos pelo governo, a ideia é que seja reservado ¥ 1 trilhão para medidas de estímulo econômico.

O projeto deve gerar dificuldades políticas ao primeiro-ministro Naoto Kan, já que muitos parlamentares de seu partido pedem maiores gastos do Estado para impulsionar, principalmente em áreas rurais, a economia do país.

O projeto pedirá à cada ministério e agência para diminuir em 10% seus pedidos de orçamento para o próximo ano, para que o dinheiro seja destinado ao plano. O governo também planeja consultar a opinião pública para saber em quais atividades deve ser gasto o dinheiro do pacote, segundo o secretário do Chefe de Gabinete, Yoshito Sengoku.

O corte de gastos provavelmente impactará gastos relacionados com a previdência social e subsídios para municípios. O governo japonês, porém, disse que manterá suas despesas gerais para o ano fiscal de 2011, excluindo os custos do serviço de dívida, abaixo de ¥ 71 trilhões, quase o mesmo nível que tinha sido planejado para este ano, devido à fragilidade das finanças do país.

Fonte: Infomoney

Ministro das Finanças do Japão quer aprovar diretrizes orçamentárias até julho

O ministro das finanças japonês, Yoshihiko Noda, disse que irá apresentar a seu gabinete na próxima terça-feira (20) um esboço das diretrizes orçamentárias para o ano fiscal de 2011, que deve pleitear aprovação para até o final de julho.

Há especulações de que o processo de compilar as diretrizes seja adiado em meio à crise no Partido Democrático do Japão, já que alguns membros foram chamados para primeiro analisar o revés sofrido nas eleições para o Senado no último domingo.

“Eu gostaria de continuar com as preparações, assim eu posso apresentar as linhas gerais até terça-feira”, Noda disse em uma conferência na sexta-feira (16), no Ministério das Finanças.

A vontade do ministro é ter as diretrizes aceitas pelo gabinete de governo até 31 de julho. Assim, como de costume, os ministros terão tempo hábil para fazer pedidos de ajustes até o final de agosto.

Fonte: Infomoney

Demanda por serviços no Japão diminui em maio mais do que esperado

A demanda por serviços no Japão diminuiu em maio mais do que o esperado, em mais um sinal de que a recuperação econômica baseada na retomada das exportações está demorando para atingir as famílias, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira (16).

O índice divulgado pelo Ministério de Comércio, que abrange 63% da economia, cedeu 0,9% em relação ao mês anterior, quando houve avanço de 2,4%, segundo os dados revisados. Economistas esperavam um declínio menor na medição de maio, em torno de 0,7%.

As vendas no varejo japonês têm sentindo os efeitos da retirada dos estímulos fiscais para carros e eletrodomésticos. Além disso, os números divulgados nesta sessão vêm após dados que mostraram que os salários diminuíram e a taxa de desemprego piorou em maio.

Fonte: Infomoney

Nissan e Toyota pretendem investir US$ 1,2 bilhão na América Latina

A Toyota e a Nissan querem investir US$ 1,2 bilhão para expandir suas operações na América Latina. O objetivo das duas fabricantes de automóveis é aproveitar a demanda de exportações e o crescimento da região.

Conforme disse em nota, a Toyota está gastando US$ 600 milhões na construção de uma nova planta de veículos no estado de São Paulo. Nessa fábrica, a empresa pretende produzir 70 mil unidades por ano de um novo modelo de carro compacto a partir do segundo semestre de 2012.

No mês passado, a General Motors havia anunciado uma expectativa de aumento em 68% de suas vendas de automóveis no Brasil até 2014, acreditando na forte demanda do mercado latino-americano.

Mais investimentos
Enquanto isso, a Nissan vai investir também US$ 600 milhões no crescimento da produção no México para aproveitar os recordes de exportações de veículos do país, especialmente para os Estados Unidos e Europa.

Fonte: Infomoney

Ministro das Finanças do Japão usa exemplo pessoal e alerta para dívida do país

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, enfatizou a importância de conter a dívida crescente do país, utilizando sua situação financeira pessoal como exemplo para o alerta.

“A situação fiscal do Japão é grave – e eu posso diser o mesmo das minhas finanças”, disse Noda em teleconferência nesta sexta-feira (16), acrescentando que possui 36 milhões de ienes (US$ 413 mil) em empréstimos. “Preciso de uma estratégia fiscal para meu orçamento familiar e vou quitar a dívida seguindo um cronograma.”

No mês passado, o ministro das Finanças ajudou o premiê Naoto Kan a criar as diretrizes para um plano de redução da dívida pública japonesa, que chega a US$ 80 mil dólares por habitante, valor equivalente ao dobro da média dos salários pagos anualmente no país. Na ocasião, o governo japonês se comprometeu em equilibrar o orçamento público até o ano fiscal de 2020, através do congelamento

Fonte: Infomoney

Partido governista perde maioria no Senado em eleições e enfrenta pressão

O partido do primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, foi derrotado na eleição do último domingo (11) para o Senado, perdendo 10 assentos, e encara agora uma árdua batalha para conquistar aliados às suas medidas de austeridade fiscal.

Das 54 cadeiras previamente detidas pelo PDJ (Partido Democrático do Japão), apenas 44 foram mantidas, enquanto o seu maior grupo oposicionista, o PLD (Partido Liberal Democrático), conquistou 51 assentos, face 38 antes da eleição.

Por sua vez, o Seu Partido, que não possuía representação, ganhou 10 cadeiras, enquanto o Novo Partido do Povo, parceiro de coalização do PDJ, não conquistou nenhuma cadeira, perdendo assim as três que ocupava. Estavam em disputa 121 cadeiras, metade das 242 que compõem o Senado do Japão.

Novo começo
“Quero aceitar os resultados da eleição sinceramente e continuar com as medidas responsáveis, com o sentimento de que isso é um novo começo”, assinalou Kan, quinto primeiro-ministro do país em um intervalo de apenas três anos, e que agora torna-se vulnerável a ataques até mesmo dentro de seu próprio partido.

Fonte: Infomoney

BoJ reitera incertezas sobre Europa, mas ressalta retomada japonesa

SÃO PAULO – A questão da crise fiscal europeia, que aparentemente havia saído do foco dos holofotes nos últimos dias, voltou a ser lembrada nesta quinta-feira (8) pelo presidente do BoJ (Bank of Japan), Masaaki Shirakawa.

Na abertura da reunião trimestral do BoJ, Shirakawa falou sobre as incertezas relacionadas ao impacto da recente crise fiscal europeia no sistema financeiro global. Voltando-se para o cenário doméstico, o presidente do banco manteve um tom otimista em relação à economia japonesa.

Shirakawa disse que a economia doméstica dá sinais de moderada recuperação, na esteira da melhora de economias internacionais, e reiterou o compromisso do governo de conter a deflação por meio de políticas monetárias flexíveis.

Fonte: Infomoney

Empreiteiras negam previsão de demissão de temporários e terceirizados

Informe do ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social prevê o fim do contrato de mais de quatro mil trabalhadores

Empreiteiras que empregam brasileiros em diversos setores e províncias negam previsão de demissão de 4.507 trabalhadores não-efetivos, publicada em um relatório do ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social no final de junho.

Segundo o informe, os contratos teriam sido ou serão cancelados entre janeiro e setembro deste ano. Kanagawa, Aichi, Hokkaido, Saitama e Chiba seriam as províncias em que os temporários perderiam o emprego.

O International Press entrou em contato com seis grandes empreiteiras, mas elas negam as demissões em massa e dizem que, pelo contrário, estão em busca de mão-de-obra.

Confira os detalhes na edição 979 de 10 de julho do jornal International Press e veja em quais setores estaria havendo contratações.

Fonte: ipcdigital

Partido Democrata do Japão deve conquistar 54 cadeiras no Parlamento, diz jornal

SÃO PAULO – O Partido Democrata do Japão (DPJ, na sigla em inglês) deve alcançar a meta estabelecida e conquistar ao menos 54 assentos na Casa Superior nas eleições da próxima semana, de acordo com relato do jornal Mainichi nesta segunda-feira (5). De acordo com o periódico, o partido atualmente no poder deve ao menos manter suas cadeiras, mesmo com a popularidade do primeiro-ministro, Naoto Kan, em baixa por causa de uma proposta para elevar o imposto sobre vendas no país, de acordo com as pesquisas.

No entanto, permanece em questão se o partido e a legenda aliada, Novo Partido do Povo, conseguirão conquistas as 56 cadeiras necessárias para obter maioria absoluta, disse o jornal, citando pesquisa realizada entre os dias 2 e 4 de julho. O atual governo necessita dessa maioria para garantir a aprovação de legislação que visa impulsionar o crescimento e ao mesmo tempo reduzir a maior dívida pública do mundo.

Pesquisas mostram DPJ à frente, mas apoio cai
De acordo com a pesquisa, o partido no governo deve conquistar entre 49 e 59 das 121 cadeiras em votação, embora espere-se que a outra legenda da coalizão ganhe no máximo um assento. O Senado é formado por 242 parlamentares. Já a principal legenda da oposição, o Partido Liberal Democrata (LDP, na sigla em inglês), deve ganhar entre 39 e 48 assentos. Por último, o Seu Partido, uma dissidência do LDP, deve conquistar entre 8 e 13 cadeiras.

Outra pesquisa mostrou que a aprovação de Kan, que está há cerca de um mês apenas no cargo, caiu de 48% para 39% em uma semana, segundo o jornal Asahi. Também o apoio ao DPJ caiu 7 pontos percentuais, passando para 30%. Já o apoio ao LDP avançou 1 ponto percentual na pesquisa, ficando com 15%.

Fonte: Infomoney

PIB real do Japão cai 0,7% em maio, indicando perda de ritmo de crescimento

Com a queda dos gastos e dos investimentos em imóveis, o PIB (Produto Interno Bruto) real do Japão caiu 0,7% em maio – em relação a abril – segundo relatório divulgado pelo Centro de Pesquisa Econômica do Japão, nesta sexta-feira (2). O resultado indica que a economia do país está perdendo ritmo, após reagir positivamente aos estímulos econômicos do governo.

Entre os principais indicadores, os investimentos de capital caíram 1,6% em maio, na primeira queda em quatro meses. A compra de imóveis também retrocedeu 0,7%. Os gastos com consumo subiram apenas 0,2%, com o turismo doméstico impulsionando os ganhos, em contrapartida do fim dos subsídios governamentais.

Além disso, as importações superaram as exportações, com a primeira registrando crescimento de 6,7% ante o avanço de 0,9% da segunda.

Fonte: Infomoney