Dados de emprego e produção do Japão pesam e bolsas asiáticas recuam

De olho nos indicadores econômicos do Japão, as bolsas asiáticas fecharam em queda nesta sexta-feira (30). Após dados piores do que o esperado, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, foi o destaque negativo do pregão, tendo recuado 1,64%.

No mesmo sentido, o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou leve baixa de 0,30% e atingiu 21.030 pontos, enquanto o índice Shanghai Composite, da Bolsa de Xangai, registrou baixa de 0,40%, encerrando a 2.637 pontos.

%Var Dia Pontos
Nikkei -1,64 9.537
Hang Seng -0,30 21.030
Shanghai Composite -0,40 2.637

Agenda carregada
A sexta-feira traz uma agenda econômica pesada tanto na Ásia quanto nos Estados Unidos. No Japão, os investidores avaliam a queda de 1,5% na produção industrial de junho, na base de comparação mensal. A expectativa era de alta de 0,2% no período.

Da mesma forma, os dados de desemprego de junho decepcionaram os analistas. A taxa aumentou pelo quarto mês consecutivo para 5,3%, atingindo o maior patamar em sete meses. Do lado positivo, os gastos dos consumidores aumentaram 0,5% no mês passado, pondo fim a duas quedas mensais consecutivas.

Porém, o que ficou em evidência foram os dados negativos, de forma que o iene novamente se valorizou diante das 16 principais divisas ao redor do globo. A moeda já atinge o nível mais alto de oito meses ante o dólar, gerando pressão para que o BoJ (Bank of Japan) interfira no câmbio.

Com os mercados fechados na Ásia, as atenções voltam-se para os Estados Unidos, onde será divulgado a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. As expectativas são de alta de 2,6%.

Cena corporativa
Apesar do cenário pessimista no Japão após a divulgação dos indicadores econômicos, duas empresas se destacam na ponta positiva: Sony e Panasonic. Ambas elevaram os guidances de lucro para o ano fiscal em 20% e 70%, respectivamente, encerrando o pregão com altas de 3,6% e 6,1%.

Na China, os destaques de queda ficam com a mineradora Yanzhou Coal e a corretora Northeast Securities, que diante de perspectivas piores para os lucros corporativos viram seus papéis caírem 3% e 1,2%, nesta ordem. Já a Aluminum Corp. of China, a Chalco, subiu 6,7% após concordar em comprar uma parte do projeto de minério de ferro da Rio Tinto na Guiné.

Fonte: Infomoney