Em reunião nesta quinta-feira (28), o BoJ (Bank of Japan) detalhou o programa de compra de ativos, anunciado no começo deste mês, além de manter a taxa básica de juro entre 0 e 0,1% e reduzir as projeções de expansão da economia.
Assim, o programa terá recursos no valor total de ¥ 35 trilhões, sendo ¥ 30 trilhões destinados à criação de fundos com taxas de juros fixas para garantir a dívida das empresas e, os ¥ 5 trilhões restantes, para a compra de ativos, estimados para serem gastos até o final de 2011.
Estímulos quantitativos
Este último está dividido da seguinte maneira: ¥ 1,5 trilhão será investido em títulos de dívida do governo, ¥ 2 trilhões em títulos do tesouro, ¥ 0,5 trilhão em títulos de dívida corporativa e, ainda necessitando autorização, ¥ 0,45 trilhão para compra de ETFs e ¥ 0,05 trilhão em fundos de investimentos imobiliários.
“Levando em consideração que há pouco espaço para um declínio nas taxas de juros de curto prazo, o banco irá encorajar a queda em taxas de juros de longo prazo e de vários prêmios relacionados ao risco, para posteriormente maior alívio na política monetária”, justificou o BoJ em relatório divulgado nesta quinta-feira.
O banco ainda antecipou a próxima reunião, que aconteceria nos dias 15 e 16 de novembro, para os dias 4 e 5, com a finalidade de discutir os termos e condições dos programas de compra de ETFs e de fundos de investimentos imobiliários, afirmaram no relatório.
Crescimento menor da economia
Além disso, na mesma reunião foi discutido o cenário econômico do país para os próximos anos, reduzindo as expectativas de crescimento. Para este ano fiscal, estima-se que o PIB (Produto Interno Bruto) avance 2,1%, ante projeção anterior de 2,6% e, para o de 2011, que registre crescimento de 1,8%, contra os 1,9% anteriormente previstos, enquanto realizaram a primeira perspectiva para o ano fiscal de 2012, retornando ao patamar de 2,1%.
De acordo com a autoridade monetária, a economia japonesa ainda mostra sinais de uma recuperação moderada, mas o ritmo está em queda, seguindo a desaceleração nas exportações e na produção. O enfraquecimento de outras economias, bem como o fim de medidas de estímulo aos bens de consumo duráveis e a apreciação do iene devem afetar negativamente o desempenho deste ano fiscal, aponta o comunicado.
No entanto, o ano fiscal de 2011 deverá ser marcado pelo retorno a um ritmo moderado de crescimento da economia, impulsionada pelas projeções de melhora para as exportações, uma vez que espera-se que as economias registrem crescimentos maiores que em 2010.
Fonte: Infomoney