Arquivos Mensais: fevereiro 2011

Japão registra novo mês com deflação

O índice de preços ao consumidor japonês caiu 0,2% em janeiro, perante um ano antes, marcando o 23º mês seguido de baixa. O indicador exclui alimentos frescos. Alguns economistas esperavam uma leitura negativa de 0,3% para o período.

Visto como um indicativo do comportamento dos preços em nível nacional, o índice de preços ao consumidor da região metropolitana de Tóquio, sem alimentos in natura, declinou 0,4% em fevereiro, na comparação com mesmo intervalo de 2010. A expectativa era de uma queda de 0,3%.

Fonte: Valor Online

China passa Japão e se torna segunda maior economia mundial

Espiral deflacionária é principal causa da retração econômica japonesa

O governo do Japão divulgou nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, o balanço econômico de 2010 e confirmou a perda do posto de segunda maior economia mundial para a China. De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em 2010 ficou em US$ 5,474 trilhões. Já a China fechou o ano com um acumulado de US$ 5,8786 trilhões.

A queda nas exportações e no consumo interno, desencadeada pela recessão de 2008/2009, prejudicou o desempenho do Japão. Já a China teve excelente desempenho no setor manufatureiro.

Porém, a explicação para os problemas na economia japonesa não é tão simples. Desde o início da década de 90, depois da bolha imobiliária japonesa, a economia do país enfrenta seguidas deflações (redução de preços).

Os preços caem num ritmo lento, quase imperceptível, porém contínuo. O que parece bom para os consumidores num primeiro momento é ruim para a economia. Sabendo que os preços ficarão mais baixos no futuro, os japoneses adiam as compras. Então, as empresas vendem menos, reduzem salários e não contratam.

Resultado: a população tem menos dinheiro para comprar, a economia fica estagnada e o país não cresce. É o que os economistas chamam de “espiral deflacionária”, uma bola de neve que pode esmagar a economia do país.

Segundo os dados divulgados pelo governo, a economia japonesa teve uma retração de 1,1% na taxa anualizada nos três últimos meses de 2010. O crescimento recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior. Foi a primeira vez, em quatro trimestres, que a economia registrou uma contração. Assim, o PIB anual teve expansão de 3,9%.

O ritmo de recuperação do Japão foi lento demais para segurar a posição de segunda maior economia mundial, posto que o país ocupou por mais de 40 anos. Mas o governo diz que o fato não abala a confiança dos japoneses.

“Não estamos competindo por rankings, mas trabalhando para melhorar a vida dos cidadãos”, disse o ministro de Política Econômica do Japão, Kaoru Yosano.

Yosano afirmou ainda que o crescimento chinês é uma boa notícia não só para o Japão, mas para os vizinhos asiáticos. “Isso [o crescimento da China] pode ser a base de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, da Ásia Oriental e do Sudeste”, sugeriu.

A China é atualmente o principal parceiro econômico do Japão. Empresas de eletrônicos como a Sony e fabricantes de carros como a Honda e a Toyota ganham cada vez mais espaço no gigante mercado chinês.

O índice de crescimento da China gira em torno dos 10% há alguns anos. Se o ritmo continuar assim, analistas dizem que o país asiático tomará o posto dos Estados Unidos de líder mundial em aproximadamente uma década.

A renda per capita dos japoneses, porém, ainda supera a dos chineses. Os chineses têm ganho anual de cerca de US$ 3,6 mil, enquanto os japoneses contabilizam uma renda quase dez vezes maior.

Com informações da Agência Brasil
Fonte: Salvador Diário

BoJ mantém política inalterada, com juro básico de 0% a 0,1% ao ano

SÃO PAULO – Conforme já aguardado pelo mercado, o Conselho de Política Monetária do BoJ (Bank of Japan) decidiu nesta terça-feira (15) manter suas diretrizes econômicas inalteradas. Dessa forma, a referência para a taxa overnight permanece na faixa de 0% a 0,1% ao ano.

Segundo o comunicado da autoridade monetária, a economia japonesa começou a apontar sinais de recuperação após a fase de desaceleração na qual estava. A exportação e produção do país também começaram a mostrar sinais de uma retomada, reflexo da volta do crescimento mundial.

A perspectiva do banco é que a economia japonesa saia da atual fase de desaceleração e retome uma posição de recuperação moderada. Em relação à inflação, a taxa anual de deflação apontada pelo índice de preços ao consumidor deverá continuar a abrandar.

Riscos e oportunidades
No campo da atividade econômica, o país poderá se beneficiar de oportunidades tais como o rápido crescimento das economias emergentes e dos exportadores de commodities, que repercutem positivamente uma demanda interna robusta e fluxo de capitais vindos do exterior.

Em contrapartida, ficam em evidência os riscos quanto à retomada das economias norte-americana e europeia e, também, a situação do mercado financeiro global.

Fonte: Infomoney

Produção industrial do Japão sobe 3,3% em dezembro após revisão

A produção industrial do Japão cresceu 3,3% em dezembro do ano passado, mais do que o previsto inicialmente para o período (3,1%). Perante o último mês de 2009, o indicador teve alta de 4,9%.

Dados revistos pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês apontaram ainda que os embarques subiram 1,2% no fechamento de 2010, ante elevação de 1,1% estimada originalmente para o intervalo. Os estoques aumentaram 1,6%, em vez de 1,4%.

Fonte: Valor Online