Arquivos Mensais: maio 2011

Taxa de desemprego no Japão avança para 4,7% em abril

SÃO PAULO – A taxa de desemprego no Japão saiu de 4,6% em março para 4,7% um mês depois, com ajuste sazonal. Vale notar que o país sente o impacto do terremoto e tsunami, registrados no terceiro mês deste ano.

O ministério japonês de Assuntos Internos e Comunicações destacou que os resultados excluem as três prefeituras mais afetadas pelo desastre de 11 de março – Iwate, Miyagi e Fukushima.

O contingente de desempregados estava em 3,09 milhões em abril, uma queda de 300 mil pessoas perante um ano antes. O número de empregados se encontrava em 59,94 milhões no mês passado, com elevação de 70 mil na comparação com mesmo período do calendário anterior.

 

Fonte: Valor Online

 

Bolsas asiáticas sobem, mesmo com revisão de rating do Japão para corte

SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira (31) em forte alta, com perspectivas melhores para a indústria japonesa e aumento nas tarifas de energia na China.

No Japão, os negócios foram impactados positivamente por uma pesquisa elaborada pelo governo, a qual apontou que a indústria local deve registrar um aumento de 8% na produção em maio e 7,7% em junho, o que levaria a produção industrial do país a um patamar próximo ao observado no período pré-terremoto.

Logo após os números, papéis da indústria automobilística chamaram a atenção na ponta positiva, como os da Toyota (+2,10%), Nissan (+2,50%), Honda (+1,98%) e da Mitsubishi Motors (+3,23%).

Assim, o anúncio da revisão do rating do Japão pela Moody’s para possível corte não impactou significativamente o mercado. A agência de classificação de risco justificou o movimento pela perspectiva de crescimento lenta e uma fraca política de redução da dívida pública. No entanto, a decisão não é novidade, já que a Fitch Ratings também colocou o rating do país em perspectiva negativa na última sexta-feira, utilizando-se de argumentos semelhantes.

Ações do setor energético sobem
Na China, o índice Shanghai Composite fechou em alta pela primeira vez em nove sessões, mesmo à espera do PMI (Purchasing Manager’s Index), a ser divulgado antes da próxima sessão. Na última divulgação, o indicador chamou a atenção por sinalizar uma desaceleração da economia chinesa.

Por lá, destaca-se a decisão do governo em aumentar as tarifas de consumo de energia para usuários da indústria, comércio e agricultura, em um cenário no qual se espera que, neste verão, falte energia. Deste modo, as ações de empresas do setor, como as da Datang International Power, Huaneng Power International e Huadian Power International se valorizaram em 1,47%, 1,63% e 1,64%, respectivamente.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei +1,99 9.694 -1,58 -5,23
Hang Seng +2,16 23.684 -0,15 +2,82
Shanghai Composite +1,37 2.743 -5,77 -2,30

 

Fonte: Infomoney

Operadora de Fukushima pede socorro ao governo para bancar indenizações

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora do complexo nuclear de Fukushima, formalizou nesta terça-feira um pedido de ajuda ao governo japonês para o pagamento das indenizações por danos causados pelo acidente nuclear, resultado do terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

A solicitação foi levada pelo presidente da Tepco, Masataka Shimizu, ao ministro da Indústria, Banri Kaieda, segundo informou a agência de notícias Kyodo. Não se sabe ainda quanto custarão as reparações, mas analistas já estimam que somarão mais de 140 bilhões de reais. O governo japonês indicou que, embora seja responsabilidade da Tepco, é necessário garantir que todas as vítimas recebam compensações.

Para enfrentar os altos custos da crise nuclear, a Tepco já havia anunciado cortes de 50% nos salários dos membros de seu conselho de administração, de 25% para os diretores e de 20% para o restante dos funcionários. Nesta terça-feira, Shimizu afirmou que os vencimentos dos diretores sofrerão novos cortes e que a organização da empresa será reestruturada, o que pode incluir a venda de ações.

O acidente nuclear de Fukushima desalojou pelo menos 80 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros a partir da usina. Passados dois meses, a situação em Fukushima ainda não foi controlada. Os esforços agora se concentram em resfriar o reator 1, que pode ser blindado com placas de chumbo para conter o vazamento de radioatividade.

 

Fonte: Veja