Arquivos de Categorias: Notícia

Tempestades de neve matam mais de 50 no Japão

Mais de 700 pessoas ficaram feridas.
Tempo deve ficar ruim até o fim de semana, segundo autoridades.

Tempestades de neve provocaram pelo menos 50 mortes no Japão, disseram as autoridades nesta quarta-feira (1º).

Segundo a agência de gerenciamento de desastre, a maioria das mortes é de pessoas que escorregaram enquanto tiravam neve de telhados ou ruas.

Doze pessoas morreram na província de Niigata, 10 em Hokkaido e 9 em Aomori.

Mais de 700 pessoas ficaram feridas.

Autoridades pediram à população que tenha cuidado ao sair de casa ou tentar limpar a neve.

Mais tempestades são esperadas até o fim de semana.

 

Fonte: G1

Japão tem primeiro déficit comercial anual em 31 anos

Sob o impacto do terremoto que afetou o nordeste do país em março do ano passado, o Japão terminou o ano de 2011 com o primeiro déficit anual em 31 anos.

Segundo dados preliminares do ministério das finanças do país, o Japão encerrou 2011 com déficit comercial de 2,5 trilhões de ienes (US$ 32 bilhões).

O terremoto seguido de tsunami que atingiu o país, e o subsequente desastre nuclear em Fukushima, interromperam as cadeias de produção e paralisaram as exportações sobretudo da indústria automotiva e de eletrônicos.

Empresas como a Honda, Toyota e Sony viram sua produção diminuir em todo o mundo após a catástrofe.

No ano, as exportações recuaram 2,7%, somando 65,6 trilhões de ienes (US$ 839 bilhões), também afetadas pela crise na Zona do Euro, que aumentou o valor da moeda japonesa.

Em 2011, o dólar desvalorizou mais de 5% perante o iene, encarecendo as exportações do país.

Por outro lado, as importações subiram 12%, para 68 trilhões de ienes (US$ 870 bilhões). Segundo a rede japonesa NHK, um dos efeitos da catástrofe foi o aumento das importações de hidrocarbonetos, para compensar a paralisação em Fukushima.

No ano, o valor das importações de gás natural subiu 37,5%, enquanto a de petróleo cresceu 21,3%.

Apenas em dezembro, as exportações registraram queda de 8% em relação ao mesmo mês de 2010, enquanto as importações avançaram 8,1%. No mês, o país registrou déficit de US$ 2,6 bilhões.

 

Fonte: Brasil Econômico

Grande sismo no Japão pode ser mais provável do que prevê governo

Pesquisadores estimam risco de 70% de que um tremor de magnitude 7.
Cálculos da universidade analisam aumento da atividade sísmica.

A ocorrência de um grande terremoto em Tóquio nos próximos anos é muito mais provável do que prevê o governo, disseram pesquisadores da Universidade de Tóquio nesta segunda-feira, alertando empresas e indivíduos para que se preparem para tal evento.

Há um risco de 70% de que um tremor de magnitude 7 sacuda a parte sul da área metropolitana da capital japonesa nos próximos quatro anos, afirmou o Instituto de Pesquisas de Terremotos da universidade.

Já o governo estima uma probabilidade de 70% de um evento assim nas próximastrês décadas.

Um terremoto de magnitude 9, o mais forte da história do Japão, e um subsequente tsunami devastaram a costa nordeste do país em março passado.O desastre deixou 23 mil mortos ou desaparecidos e danificou a usina nuclear de Fukushima Daiichi, desencadeando cortes de energia e vazamentos de radioatividade que causaram remoções em massa e contaminação em larga escala.

Um estudo do governo afirma que um tremor de magnitude 7,3 no centro da Baía de Tóquio causaria cerca de 11 mil baixas e destruiria aproximadamente 850 mil edifícios, embora um pesquisador da Universidade de Tóquio tenha dito ser difícil prever o impacto de um grande terremoto na cidade.

“O risco de um terremoto de magnitude 7 acontecer (na área) aumentou desde o tremor de março”, disse Shinichi Sakai, um professor associado do instituto. “No momento, governo, indivíduos e empresas devem se preparar para isso”.

Uma autoridade do governo disse que a estimativa da Universidade de Tóquio se baseou em um modelo diferente. Os cálculos da universidade levam em conta o aumento da atividade sísmica desde março, enquanto o governo utiliza dados mais antigos.

Quintuplicou o número de tremores na área metropolitana de Tóquio desde o desastre de março, afirmou a equipe de pesquisadores, baseando seus cálculos em dados da Agência Meteorológica do Japão.

O Japão, situado no “Anel de Fogo” – um arco de vulcões e valas oceânicas que circundam em parte a Bacia do Pacífico – responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou mais em todo o mundo.

Um tremor de magnitude 7.3 atingiu o centro do Japão em 1995, devastando a cidade portuária de Kobe, matando mais de 6.400 pessoas e causando prejuízos estimados em US$ 100 bilhões.

O Grande Terremoto de Kanto, em 1923, teve magnitude 7,9 e matou mais de 140 mil pessoas na região de Tóquio. Sismólogos já disseram que outro tremor deste tipo pode atingir a cidade a qualquer momento.

 

Fonte: Reuters

Plano de religar usinas nucleares após desastre irrita japoneses

Medida do governo causou indignação pública e raro protesto.
Após acidente de Fukushima, Japão encara complexos atômicos com receio.

As medidas tomadas pelo Japão para reativar suas usinas nucleares – submetendo-as a testes de estresse e planejando que elas operem por até 60 anos – causaram indignação na opinião pública local, que passou a encarar a energia atômica com receio depois do acidente na usina de Fukushima, em março de 2011.

Num tipo de protesto raro no país, cidadãos adiaram durante horas uma audiência no Ministério do Comércio, na quarta-feira (18), em que a Agência de Segurança Nuclear e Industrial apresentaria a especialistas suas primeiras análises sobre os testes de estresse feitos em dois reatores da usina de Ohi, na localidade de Fukui.

A agência disse em relatório preliminar que os testes mostraram que os reatores eram capazes de suportar um choque semelhante ao sofrido pela usina de Fukushima, atingida por um terremoto de magnitude 9,0 e por um subsequente tsunami. Os manifestantes exigiram ter acesso à deliberação dos especialistas e questionaram a imparcialidade deles.

Precaução
Todos os 54 reatores nucleares japoneses foram desligados depois do acidente de Fukushima, privando o país de uma importante fonte energética. Depois dos testes de estresse, o governo nacional ainda precisará receber autorização dos governos locais de regiões onde há as usinas, para só então religar os reatores.

Mas vários desses governos locais dizem que os testes de estresse não são suficientes, e alguns solicitam que as conclusões relacionadas ao desastre de Fukushima também deveriam ser consideradas.

“Para que os temores locais quanto à reativação dos reatores sejam afastados, seria importante que o governo viesse com um conjunto abrangente de padrões de segurança e medidas baseadas em informações do acidente de Fukushima”, disse o prefeito da cidade de Ohi, Shinobu Tokioka.

O governo e o Parlamento realizam investigações paralelas sobre o desastre, mas só devem concluí-las em meados do ano. Algumas comunidades querem a desativação definitiva dos reatores, apesar dos benefícios financeiros que eles trazem.

“Os testes de estresse não resolvem nada. O povo de Fukui não pode aceitá-los”, disse Takatoshi Yamazaki, líder de um grupo comunitário que pede a desativação definitiva dos reatores nucleares da região. Segundo Yamazaki, os reatores de Fukui estão velhos demais para operarem.

Aumento do uso
Nesta semana, o governo decidiu prorrogar em 20 anos o prazo de funcionamento dos reatores japoneses, que anteriormente era de 40 anos. Essa decisão também causou indignação nas comunidades onde há usinas.

O prefeito da localidade de Tokai, Tatsuya Murakami – cidade na prefeitura de Ibaraki -, disse à emissora pública NHK que a prorrogação por 20 anos invalida a substância da proposta original.

A governadora da prefeitura de Shiga, Yukiko Kada, também disse que a autorização para o funcionamento das usinas por um período de até 60 anos causará preocupação na população quanto às medidas de segurança nuclear.

 

Fonte: G1

Mesmo com crise, Japão ainda se mostra superior aos EUA

Na década de 80, o Japão era considerado o que a China é hoje, pois crescia a passos largos e era modelo de harmonia social. Por duas décadas o país enfrenta problemas, mas mantém números mais positivos que os americanos.

 

 

 

Fonte: Globo vídeos

Confiança do consumidor japonês melhora em dezembro, diz governo

Índice ficou em 38,9 e ainda sugere pessimismo, pois está abaixo de 50.
Preocupações sobre economia e mercados deixam perspectiva obscura.

A confiança do consumidor japonês em dezembro melhorou em relação ao mês anterior, segundo mostrou uma pesquisa do Gabinete de Governo nesta segunda-feira (16), mas preocupações sobre a economia e os mercados financeiros instáveis deixam a perspectiva obscura.

O índice de sentimento da pesquisa para as famílias em geral, que inclui opiniões sobre renda e emprego, foi de 38,9 em dezembro, acima dos 38,1 de novembro. Uma leitura abaixo de 50 sugere pessimismo do consumidor.

A pesquisa começou em 1982. No estudo, “famílias em geral” incluem aquelas com duas ou mais pessoas.

 

Fonte: G1

Taxa de desemprego no Japão avança para 4,7% em abril

SÃO PAULO – A taxa de desemprego no Japão saiu de 4,6% em março para 4,7% um mês depois, com ajuste sazonal. Vale notar que o país sente o impacto do terremoto e tsunami, registrados no terceiro mês deste ano.

O ministério japonês de Assuntos Internos e Comunicações destacou que os resultados excluem as três prefeituras mais afetadas pelo desastre de 11 de março – Iwate, Miyagi e Fukushima.

O contingente de desempregados estava em 3,09 milhões em abril, uma queda de 300 mil pessoas perante um ano antes. O número de empregados se encontrava em 59,94 milhões no mês passado, com elevação de 70 mil na comparação com mesmo período do calendário anterior.

 

Fonte: Valor Online

 

Bolsas asiáticas sobem, mesmo com revisão de rating do Japão para corte

SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira (31) em forte alta, com perspectivas melhores para a indústria japonesa e aumento nas tarifas de energia na China.

No Japão, os negócios foram impactados positivamente por uma pesquisa elaborada pelo governo, a qual apontou que a indústria local deve registrar um aumento de 8% na produção em maio e 7,7% em junho, o que levaria a produção industrial do país a um patamar próximo ao observado no período pré-terremoto.

Logo após os números, papéis da indústria automobilística chamaram a atenção na ponta positiva, como os da Toyota (+2,10%), Nissan (+2,50%), Honda (+1,98%) e da Mitsubishi Motors (+3,23%).

Assim, o anúncio da revisão do rating do Japão pela Moody’s para possível corte não impactou significativamente o mercado. A agência de classificação de risco justificou o movimento pela perspectiva de crescimento lenta e uma fraca política de redução da dívida pública. No entanto, a decisão não é novidade, já que a Fitch Ratings também colocou o rating do país em perspectiva negativa na última sexta-feira, utilizando-se de argumentos semelhantes.

Ações do setor energético sobem
Na China, o índice Shanghai Composite fechou em alta pela primeira vez em nove sessões, mesmo à espera do PMI (Purchasing Manager’s Index), a ser divulgado antes da próxima sessão. Na última divulgação, o indicador chamou a atenção por sinalizar uma desaceleração da economia chinesa.

Por lá, destaca-se a decisão do governo em aumentar as tarifas de consumo de energia para usuários da indústria, comércio e agricultura, em um cenário no qual se espera que, neste verão, falte energia. Deste modo, as ações de empresas do setor, como as da Datang International Power, Huaneng Power International e Huadian Power International se valorizaram em 1,47%, 1,63% e 1,64%, respectivamente.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei +1,99 9.694 -1,58 -5,23
Hang Seng +2,16 23.684 -0,15 +2,82
Shanghai Composite +1,37 2.743 -5,77 -2,30

 

Fonte: Infomoney

Operadora de Fukushima pede socorro ao governo para bancar indenizações

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora do complexo nuclear de Fukushima, formalizou nesta terça-feira um pedido de ajuda ao governo japonês para o pagamento das indenizações por danos causados pelo acidente nuclear, resultado do terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

A solicitação foi levada pelo presidente da Tepco, Masataka Shimizu, ao ministro da Indústria, Banri Kaieda, segundo informou a agência de notícias Kyodo. Não se sabe ainda quanto custarão as reparações, mas analistas já estimam que somarão mais de 140 bilhões de reais. O governo japonês indicou que, embora seja responsabilidade da Tepco, é necessário garantir que todas as vítimas recebam compensações.

Para enfrentar os altos custos da crise nuclear, a Tepco já havia anunciado cortes de 50% nos salários dos membros de seu conselho de administração, de 25% para os diretores e de 20% para o restante dos funcionários. Nesta terça-feira, Shimizu afirmou que os vencimentos dos diretores sofrerão novos cortes e que a organização da empresa será reestruturada, o que pode incluir a venda de ações.

O acidente nuclear de Fukushima desalojou pelo menos 80 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros a partir da usina. Passados dois meses, a situação em Fukushima ainda não foi controlada. Os esforços agora se concentram em resfriar o reator 1, que pode ser blindado com placas de chumbo para conter o vazamento de radioatividade.

 

Fonte: Veja

 

Toyota quer normalizar produção até dezembro

A Toyota anunciou hoje um planejamento para normalizar a produção dos veículos produzidos no Japão e que sofrem atrasos desde o terremoto que atingiu o país em 11 de março. De acordo com a marca, eles pretendem atingir a normalidade da produção em dezembro ou em um melhor cenário um mês antes, em novembro.

Segundo o comunicado da marca, as plantas nipônicas da Toyota tem trabalhado com 50% da capacidade por conta da falta de peças, enquanto as fábricas norte-americanas trabalham com 30% da capacidade por conta dos problemas com o fornecimento de peças que também são oriundas do Japão. Ainda no comunicado, a montadora diz que 150 peças estão atrapalhando a produção de novos veículos, a maior parte delas, eletrônicos, vedações e componentes relacionados a pintura.

Os japoneses também anunciaram que estão melhorando sua proteção contra esse tipo de ocorrência buscando novos fornecedores em outros continentes. “Nós temos que estar aptos a procurar as peças localmente [Em fornecedores fora do Japão para as fábricas estrangeiras]. E nós gostariamos de pedir aos nossos fornecedores a considerar fábricas fora da ilha”, declarou Shinichi Sasaki, Vice-presidente executivo de compras.

 

Fonte: uol