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Exportações japonesas registram queda de 2,2% em março

Desastre interrompe sequência de 16 meses em alta, mas país mantém balança comercial positiva

As exportações japonesas caíram em março 2,2% frente ao mesmo mês do ano anterior, aos 5,86 trilhões de ienes (49,274 bilhões de euros), devido ao impacto do terremoto e do posterior tsunami de 11 de março, informou o governo japonês nesta quarta-feira.

Trata-se da primeira queda após 16 meses consecutivos de crescimento deste indicador, devido às interrupções na produção causadas pelo desastre natural.

Segundo o Ministério das Finanças, a balança comercial do Japão registrou em março superávit de 196,5 bilhões de ienes (1,653 bilhão de euros), 78,9% menor que o índice de março de 2010.

Em consequência da catástrofe, multinacionais como Toyota, Honda e Sony foram obrigadas em março a fechar várias fábricas e a paralisar sua produção.

No terceiro mês do ano, as importações japonesas alcançaram 5,66 trilhões de ienes (47,423 bilhões de euros), quase 12% mais que no mesmo período do ano passado, no que representa o 15º mês consecutivo de alta.

A China voltou a ser o principal destino das exportações japonesas, chegando em março a 1,2 trilhão de ienes (10,109 bilhões de euros), 3,8% mais que no mesmo período de 2010. Nas transações com o Brasil, o Japão registrou déficit comercial de 47,275 bilhões de ienes (395 milhões de euros) em março.

O ano fiscal de 2010 concluiu no Japão em março, um exercício no qual a terceira maior economia do mundo alcançou superávit comercial de 5,39 trilhões de ienes (45,429 bilhões de euros), montante 3,9% maior que o de 2009.

Entre abril de 2010 e março de 2011, as exportações japonesas cresceram 14,9% com relação a 2009, alcançando 67,79 trilhões de ienes (569,201 bilhões de euros). Foi a primeira alta desde 2007 em um ano fiscal tanto para as exportações como para as importações, aumentando 15,9%, aos 62,4 trilhões de ienes (523,786 bilhões de euros).

(com Agência EFE)

 

Fonte: Veja

Tepco bombeia 10.000 toneladas de água radioativa

Líquido é usado para resfriar reatores e impedir a fusão do combustível nuclear

A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa proprietária da central nuclear de Fukushima (nordeste do Japão), iniciou nesta terça-feira as operações de bombeamento de 10.000 toneladas de água radioativa do reator 2. Desde o terremoto e tsunami de 11 de março, que danificaram os sistemas de resfriamento dos reatores de Fukushima Daiichi, centenas de milhares de toneladas de água do mar, e depois água doce, foram utilizadas para resfriar os reatores e impedir a fusão do combustível nuclear.

Parte da água contaminada, cujo total é calculado em 60.000 toneladas, inundou a sala de máquinas de três dos seis reatores da central, assim como encanamentos e galerias subterrâneas. A alta taxa de radioatividade impede os funcionários da Tepco de reparar os circuitos de resfriamento nos edifícios. Um porta-voz da Tepco informou que 10.000 toneladas de água contaminada no térreo da sala de máquinas do reator 2 serão transferidas para uma área de tratamento de resíduos radioativos com capacidade para 30.000 toneladas.

Na semana passada, a empresa tentou esvaziar uma galeria técnica subterrânea do reator 2, com a retirada de 700 toneladas de água radioativa. Mas após alguns dias de trabalho, a Tepco constatou que o nível de água não baixava na galeria em consequência dos vazamentos procedente do funcionamento regular dos reatores. O porta-voz da Agência de Segurança Nuclear japonesa, Hidehiko Nishiyama, informou que as operações de bombeamento devem durar 26 dias.

(Com agência France-Presse)

 

Fonte: Veja online

Japão repete os mesmos erros da Ucrânia após a catástrofe de Chernobyl

O diretor do Centro Científico de Medicina Radiológica ucraniano, Vladimir Bebechko, considerou que o Japão está cometendo hoje os mesmos erros no campo da medicina que a Ucrânia, depois da catástrofe de Chernobyl.

“As lições de Chernobyl não chegaram nem sequer ao Japão, que hoje comete os mesmos erros. Isto não obstante ser um dos países mais ricos do mundo e uma das nações mais disciplinadas”, declarou numa mesa-redonda por ocasião do 25º aniversário da catástrofe nuclear ucraniana.

A explosão no quarto reator da Central Nuclear de Chernobyl (norte), considerado o maior desastre na história da energia atómica, ocorreu a 26 de abril de 1986 e provocou fugas de radioatividade que poluíram numerosas regiões da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia.

O médico ucraniano apontou como o maior erro dos japoneses o excessivo heroísmo atribuído aos trabalhos de liquidação das consequências da avaria na Central Nuclear de Fukushima, sublinhando que “neles é utilizado um número maior de salvadores do que o necessário”.

“Daí que, não obstante o alto nível de civilização do país e o profissionalismo na abordagem da liquidação da avaria, a envergadura das consequências será significativamente maior do que poderia ser”, precisou em declarações à Agência Lusa.

Segundo Vladimir Bebechko, é impossível passar sem atos de heroísmo em operações deste género, mas “os japoneses sujeitam-se teimosamente a um risco injustificado”.

“As consequências negativas do heroísmo injustificado aquando da neutralização das consequências da avaria na Central Nuclear de Chernobyl deviam ter dado uma lição a toda a Humanidade”, acrescentou.

O cientista ucraniano não descartou a possibilidade da envergadura da catástrofe na Central Atómica de Fukushima-1 poder vir a ser superior ao que aconteceu em Chernobyl depois de abril de 1986.

“O aumento das doenças cancerosas na Ucrânia provocado diretamente pela radiação de Chernobyl foi de 8 a 11% e o Japão deve ter isso em linha de conta”, frisou.

 

Fonte: sapo.pt

Previdência: comissão aprova acordo entre Brasil e Japão

Cada sistema pagará ao beneficiário um montante em sua própria moeda equivalente ao período de contribuição efetuado no respectivo país
Agência Câmara

Brasília, 13/abr – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara aprovou, na semana passada, um acordo de Previdência Social entre o Brasil e o Japão. Assinado em Tóquio, no ano passado, o acordo passará a tramitar na forma de Projeto de Decreto Legislativo de autoria da comissão.

O acordo facilita o acesso dos cidadãos aos sistemas de previdência social dos dois países. Com isso, trabalhadores que contribuíram para qualquer um dos dois sistemas poderão somar os períodos de contribuição para atingir o tempo mínimo necessário à obtenção de aposentadorias e demais benefícios.

O relator, deputado Luiz Nishimori (PSDB-PR), recomendou a aprovação da proposta. Segundo ele, é cada vez mais comum que trabalhadores contribuam para sistemas previdenciários diferentes, sem completar os requisitos para obterem aposentadoria  em um só país.

Na avaliação do parlamentar, a implementação do acordo corrigirá uma injustiça ao propiciar aos migrantes a possibilidade de somar o tempo de contribuição em dois sistemas e assegurar o benefício.

Pelo acordo, cada sistema pagará ao beneficiário um montante em sua própria moeda equivalente ao período de contribuição efetuado naquele país. Um cidadão que contribuiu por 18 anos ao sistema japonês e outros 18 à previdência brasileira, receberá parte da aposentadoria em ienes e a outra em reais.

O texto aprovado não tem efeito retroativo. Assim, o benefício só terá validade para as contribuições realizadas três meses após a ratificação do acordo.

O projeto, que tramita em regime de urgência, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

 

Fonte: Alternativa online

Operadora de usina no Japão quer controlar crise nuclear até o fim do ano

A operadora da usina nuclear de Fukushima, Tokyo Electric Power (Tepco), disse neste domingo que precisará de nove meses para controlar a crise nuclear originada após o tsunami e o terremoto de 11 de março.

O presidente da empresa, Tsunehisa Katsumata, disse em uma entrevista coletiva em Tóquio que a companhia precisará de três meses para conter os vazamentos e de nove para resfriar totalmente os reatores.

Enquanto isso, o plano é permitir às famílias evacuadas do entorno da usina que voltem às suas casas o mais rápido possível.

“Pedimos sinceras desculpas pelo transtorno. Estamos fazendo o possível para evitar que a crise piore”, disse Katsumata.

Na sexta-feira, a medição dos níveis de radiação no mar próximo do reator número 2 da usina registrou 6,5 mil vezes o limite legal, comparado a 1,1 mil vezes além do limite legal medido apenas um dia antes.

O registro gerou preocupações com a possibilidade de um novo vazamento na estrutura. Desde o início do desastre, os técnicos têm sido impossibilitados de entrar nos edifícios dos reatores.

Neste domingo, a empresa enviará dois robôs controlados por controle remoto para os edifícios a fim de medir o nível de radiação e a temperatura do lado de dentro.

Os robôs da firma britânica QinetiQ são controlados por um joystick como o de videogames e podem realizar tarefas como limpeza de detritos, demolição e teste de radiação.

Crise
O repórter da BBC Roland Buerk, que está em Tóquio, disse que a prioridade absoluta da Tepco é interromper o vazamento de água radioativa para o Oceano Pacífico.

Entretanto, disse o repórter, há dúvidas sobre se nove meses são suficientes para a empresa resfriar os reatores afetados em Fukushima.

O governo japonês tem pressionado a Tepco a liberar um cronograma de resolução da crise, agora classificada no mesmo nível de gravidade que o desastre de Chernobyl, em 1986.

Analistas estimam que a conta de recuperação pode chegar a US$ 300 bilhões – o desastre mais caro da história -, mas o governo japonês afirma que o valor é exagerado.

Na sexta-feira, a Tepco anunciou que começará a indenizar moradores que tiveram de deixar suas casas ou ficar trancados em casa por conta da crise nuclear.

Quase 14 mil pessoas morreram nos desastres e outras 14 mil estão desaparecidas.

No plano diplomático, continuam as demonstrações de solidariedade com o Japão.

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse em uma breve visita ao país que acredita na capacidade dos japoneses de emergir desta crise como fez após a Segunda Guerra Mundial.

Hillary foi recebida pelo primeiro-ministro, Naoto Kan, e se encontrou com o imperador Ahikito no Palácio Imperial, um privilégio normalmente apenas concedido a chefes de Estado.

Os EUA enviaram inúmeros navios e aeronaves, assim como 20 mil soldados para ajudar nos esforços de emergência.

Brasil
No sábado, o ministro das brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, também levou uma mensagem de solidariedade ao povo e ao governo japonês.

Ele disse que o Brasil quer participar de perto da reconstrução do país através da “intensificação da nossa parceria econômica, através de laços comerciais mais estreitos e de cooperação em diversas outras áreas, principalmente a tecnológica”.

Durante uma entrevista coletiva de imprensa, o chanceler japonês, Takeaki Matsumoto, prometeu manter informado o governo brasileiro sobre o problema nuclear na usina de Fukushima e pediu uma redução das restrições brasileiras às importações de produtos japoneses, sobretudo alimentares.

Patriota garantiu que o Brasil não está adotando medidas mais restritivas do que outros países, e que o Brasil está se baseando em critérios acordados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para restringir a importação de alguns produtos japoneses.

 

Fonte: uol notícias

Índice Nikkei fecha em queda com forte desvalorização das ações de montadoras

SÃO PAULO – O índice Nikkei registrou queda no pregão desta segunda-feira (11), com uma realização de lucro após a alta na sessão anterior. Neste contexto, o pregão foi guiado por uma forte queda nos papéis das montadoras, cujas recomendações também foram rebaixadas por banco de investimento.

As empresas automobilísticas constituem um dos setores mais afetados pelo terremoto no mês passado, no entanto tais impactos ainda não foram totalmente precificados pelos investidores, indicou o Citi a seus investidores. Assim, as ações de empresas como Toyota, Nissan e Honda caíram 2,40%, 2,38% e 2,22%, respectivamente.

Iene e petróleo em alta
Além do mais, o iene continuou a valorização sobre o dólar, fato que prejudica as receitas de empresas exportadoras – que constituem grande parte das companhias do país. Por lá foi divulgado também que os pedidos de máquinas caíram 2,3% em fevereiro, número maior que o esperado.

Por outro lado, os papéis ligados à exploração de petróleo se destacam na ponta positiva, uma vez que o preço do barril de petróleo continua sua tendência de alta. Assim, as ações da Inpex Corporation e da Japan Petroleum Exploration se valorizaram em 2,99% e em 1,71%.

Imobiliárias pesam na China
A sessão na China também foi de perdas, com destaque para o desempenho negativo de papéis do setor imobiliário, após o premier Wen Jiabao alertar que o país precisa intensificar a regulação e o controle do setor, para tentar conter a alta nos preços. Assim, as ações da Poly Real Estate fecharam em queda de 2,22%, enquanto as da Gemdale Corporation caíram 2,15% e as do China Merchants Property, 1,33%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -0,50 9.720 -5,21 -4,98
Hang Seng -0,38 24.303 +4,53 +5,50
Shanghai Composite -0,24 3.023 +3,03 +7,64

Fonte: Infomoney

Nissan amplia rede e tenta ganhar mercado com popular japonês

A Nissan informou que sua rede de concessionárias cresceu 30% no ano fiscal 2010 –de 1º de abril de 2010 a 31 de março de 2011–, chegando a 109 lojas no país.

No período foram abertas 25 pontos de vendas, sendo nove apenas nos últimos 30 dias.

“Esta expansão integra o plano de crescimento da Nissan no Brasil, lançado em 2010 e que tem o objetivo de passar de 1% para 5% de participação de mercado até o final de 2014, período em que quer dobrar o atual número de concessionárias no país”, informou a empresa.

A Nissan afirma que a ampliação da rede é uma preparação para a chegada do Nissan March, popular japonês que será vendido no Brasil no segundo semestre deste ano.

“Estamos trabalhando em ritmo acelerado para intensificar nossa atuação nos grandes centros urbanos e capitalizar nossa presença nas cidades do interior do país”, informou, em nota, Tai Kawasaki, vice-presidente de Rede de Concessionárias e Fidelização de Clientes da Nissan.

 

Fonte: folha.com.br

Japão confirma que água radioativa vazou para o mar

Segundo a operadora de usina nuclear, líquido vaza por uma rachadura

Especialistas da Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, confirmaram neste sábado que vazou ao mar água com elevado nível de radioatividade procedente do reator 2 da central, segundo emissora pública NHK. O líquido vaza através de uma rachadura de cerca de 20 centímetros no muro de uma fossa próxima ao reator na qual há água contaminada com profundidade entre 10 e 20 centímetros.

Após detectar a rachadura e a fim de conter o vazamento, os operários que trabalham em Fukushima se preparam para verter cimento no local. As fontes da Tepco indicaram que o nível de radioatividade alcançou mais de 1.000 milisievert por hora no local.

A operadora investiga se há outros vazamentos de água radioativa ao Oceano Pacífico, depois que nos últimos dias foram detectados níveis de radioatividade muito superiores aos limites legais nas águas litorâneas próximas à usina nuclear de Fukushima.

As operações para conter o vazamento se somam aos esforços para drenar a água altamente radioativa em várias áreas das unidades 1, 2 e 3, o que dificulta as tarefas para restaurar o resfriamento dos reatores.

Lençol de água – Na última quinta-feira, iodo radioativo foi descoberto num lençol de água situado a 15 metros sob a central nuclear, tratando-se do nível mais importante desde o começo do acidente na central de Fukushima. O vazamento foi desencadeado pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que provocaram uma pane nos sistemas de resfriamento dos reatores.

(Com agência EFE)

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Taxa de iodo radiativo no mar atinge nível mais elevado

Uma taxa de iodo radioativo em alta, 4.385 vezes superior à norma legal, foi medida na água do mar a 300 metros a sul da central acidentada de Fukushima, noticiou a AFP que cita a Tokyo Electric Power Company (Tepco).

Trata-se do nível mais elevado de iodo-131 registado desde o início da catástrofe desencadeada a 11 de março pelo forte sismo seguido de tsunami que atingiu o Japão.

Esta taxa de iodo radioativo era 1.250 vezes superior à norma no sábado, 1.850 vezes superior no domingo, tendo baixado no início da semana para voltar a subir na quarta-feira até às 3.355 vezes a norma legal.

Fonte: iOnline

No Japão, 11.400 já morreram por terremoto e tsunami

Desaparecidos já são 16.273; cerca de 200 mil pessoas seguem refugiadas em 1900 abrigos disponibilizados após o desastre

TÓQUIO – Foi atualizado para 11.417 o número de mortos pelo terremoto e o posterior tsunami do dia 11 de março no Japão, enquanto 16.273 pessoas seguem desaparecidas, segundo o último boletim da polícia japonesa.

Cerca de 200 mil pessoas seguem refugiadas em 1.900 abrigos disponibilizados após o desastre, que também destruiu 18 mil casas e danificou em torno de 130 mil edifícios.

Segundo os números oficiais, em Miyagi houve 6.959 mortos, além de 3.349 em Iwate e 1.049 em Fukushima, enquanto os desaparecidos são contados aos milhares nessas três províncias, as mais devastadas.

O número de vítimas em Fukushima ainda deve aumentar, já que as tarefas de busca vêm enfrentando muitas dificultadas pelo acidente nuclear na usina Fukushima Daiichi, ao redor da qual, devido à radioatividade, há um perímetro de evacuação de 20 quilômetros.

Além disso, a polícia japonesa está à espera de que alguns escritórios municipais informem sobre os danos causados pelo terremoto em algumas zonas litorâneas mais remotas.

 

Fonte: Estadão