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Bolsas asiáticas sobem, mesmo com revisão de rating do Japão para corte

SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira (31) em forte alta, com perspectivas melhores para a indústria japonesa e aumento nas tarifas de energia na China.

No Japão, os negócios foram impactados positivamente por uma pesquisa elaborada pelo governo, a qual apontou que a indústria local deve registrar um aumento de 8% na produção em maio e 7,7% em junho, o que levaria a produção industrial do país a um patamar próximo ao observado no período pré-terremoto.

Logo após os números, papéis da indústria automobilística chamaram a atenção na ponta positiva, como os da Toyota (+2,10%), Nissan (+2,50%), Honda (+1,98%) e da Mitsubishi Motors (+3,23%).

Assim, o anúncio da revisão do rating do Japão pela Moody’s para possível corte não impactou significativamente o mercado. A agência de classificação de risco justificou o movimento pela perspectiva de crescimento lenta e uma fraca política de redução da dívida pública. No entanto, a decisão não é novidade, já que a Fitch Ratings também colocou o rating do país em perspectiva negativa na última sexta-feira, utilizando-se de argumentos semelhantes.

Ações do setor energético sobem
Na China, o índice Shanghai Composite fechou em alta pela primeira vez em nove sessões, mesmo à espera do PMI (Purchasing Manager’s Index), a ser divulgado antes da próxima sessão. Na última divulgação, o indicador chamou a atenção por sinalizar uma desaceleração da economia chinesa.

Por lá, destaca-se a decisão do governo em aumentar as tarifas de consumo de energia para usuários da indústria, comércio e agricultura, em um cenário no qual se espera que, neste verão, falte energia. Deste modo, as ações de empresas do setor, como as da Datang International Power, Huaneng Power International e Huadian Power International se valorizaram em 1,47%, 1,63% e 1,64%, respectivamente.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei +1,99 9.694 -1,58 -5,23
Hang Seng +2,16 23.684 -0,15 +2,82
Shanghai Composite +1,37 2.743 -5,77 -2,30

 

Fonte: Infomoney

Toyota quer normalizar produção até dezembro

A Toyota anunciou hoje um planejamento para normalizar a produção dos veículos produzidos no Japão e que sofrem atrasos desde o terremoto que atingiu o país em 11 de março. De acordo com a marca, eles pretendem atingir a normalidade da produção em dezembro ou em um melhor cenário um mês antes, em novembro.

Segundo o comunicado da marca, as plantas nipônicas da Toyota tem trabalhado com 50% da capacidade por conta da falta de peças, enquanto as fábricas norte-americanas trabalham com 30% da capacidade por conta dos problemas com o fornecimento de peças que também são oriundas do Japão. Ainda no comunicado, a montadora diz que 150 peças estão atrapalhando a produção de novos veículos, a maior parte delas, eletrônicos, vedações e componentes relacionados a pintura.

Os japoneses também anunciaram que estão melhorando sua proteção contra esse tipo de ocorrência buscando novos fornecedores em outros continentes. “Nós temos que estar aptos a procurar as peças localmente [Em fornecedores fora do Japão para as fábricas estrangeiras]. E nós gostariamos de pedir aos nossos fornecedores a considerar fábricas fora da ilha”, declarou Shinichi Sasaki, Vice-presidente executivo de compras.

 

Fonte: uol

Índice Nikkei fecha em queda com forte desvalorização das ações de montadoras

SÃO PAULO – O índice Nikkei registrou queda no pregão desta segunda-feira (11), com uma realização de lucro após a alta na sessão anterior. Neste contexto, o pregão foi guiado por uma forte queda nos papéis das montadoras, cujas recomendações também foram rebaixadas por banco de investimento.

As empresas automobilísticas constituem um dos setores mais afetados pelo terremoto no mês passado, no entanto tais impactos ainda não foram totalmente precificados pelos investidores, indicou o Citi a seus investidores. Assim, as ações de empresas como Toyota, Nissan e Honda caíram 2,40%, 2,38% e 2,22%, respectivamente.

Iene e petróleo em alta
Além do mais, o iene continuou a valorização sobre o dólar, fato que prejudica as receitas de empresas exportadoras – que constituem grande parte das companhias do país. Por lá foi divulgado também que os pedidos de máquinas caíram 2,3% em fevereiro, número maior que o esperado.

Por outro lado, os papéis ligados à exploração de petróleo se destacam na ponta positiva, uma vez que o preço do barril de petróleo continua sua tendência de alta. Assim, as ações da Inpex Corporation e da Japan Petroleum Exploration se valorizaram em 2,99% e em 1,71%.

Imobiliárias pesam na China
A sessão na China também foi de perdas, com destaque para o desempenho negativo de papéis do setor imobiliário, após o premier Wen Jiabao alertar que o país precisa intensificar a regulação e o controle do setor, para tentar conter a alta nos preços. Assim, as ações da Poly Real Estate fecharam em queda de 2,22%, enquanto as da Gemdale Corporation caíram 2,15% e as do China Merchants Property, 1,33%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -0,50 9.720 -5,21 -4,98
Hang Seng -0,38 24.303 +4,53 +5,50
Shanghai Composite -0,24 3.023 +3,03 +7,64

Fonte: Infomoney

Toyota convoca recall de 1,6 mi de carros; Brasil está fora

A montadora japonesa Toyota anunciou nesta quarta-feira um novo recall, que afeta 421 mil carros no exterior e 1,2 milhão de automóveis no Japão, em consequência do risco de um vazamento de combustível.

Diferentes problemas observados afetam total ou parcialmente diversos modelos e podem provocar um vazamento, segundo a empresa.

Além do Japão, os outros países afetados pelo chamado à revisão são Estados Unidos e o restante da América do Norte (280 mil), a Alemanha e, em menor medida, Rússia e Nova Zelândia.

Dezesseis modelos fabricados entre maio de 2000 e outubro de 2008 estão envolvidos no recall.

Os problemas observados (em um tubo e em uma bomba) podem provocar um vazamento de combustível. No Japão foram registrados 119 casos, mas sem a ocorrência de acidentes, segundo os documentos entregues ao governo.

A Toyota, que em 2010 manteve a liderança mundial do setor, convocou vários recalls, que afetaram milhões de carros, nos últimos 18 meses por diferentes problemas técnicos.

A montadora insiste, no entanto, que prefere adotar a medida por precaução para oferecer um serviço melhor aos clientes.

RECALLS

A número um do setor automotivo, que fez sua fama com base na qualidade e alta tecnologia de seus modelos, tem enfrentado situações difíceis e responde por mais de 200 ações judiciais separadas nos Estados Unidos — que foram encaminhadas a cortes federais. O caso consiste de ações por fraude ao consumidor, além de ações em casos de morte e pedidos de indenização por ferimentos, partindo da queixa de que carros e caminhões da Toyota aceleraram inesperadamente, sem o controle do motorista.

Problemas com aceleração involuntária e repentina levaram a Toyota a convocar o recall de mais de 6,5 milhões de veículos nos Estados Unidos para corrigir dois defeitos que a montadora apontou como responsáveis –tapetes inadequados que prendiam o acelerador e pedais que ficavam presos.

Além disso, a japonesa passa por uma séria crise de imagem, desde o começo de 2010, quando anunciou sucessivos recalls em diversos mercados do mundo. O número alto de reparos ou substituições levou o presidente da companhia, Akio Toyoda, a pedir desculpas públicas no mês de março pelos problemas técnicos e pelas falhas no controle de qualidade de seus veículos na China.

Uma grave crise no fim de 2009 e início de 2010 obrigou a Toyota a convocar o recall de mais de 10 milhões de automóveis no mundo por uma série de problemas técnicos, em particular nos pedais de aceleração, que poderiam ficar bloqueados.

O recall de milhões de veículos do mercado não se restringe apenas à China. Só nos Estados Unidos e Japão, a empresa foi obrigada a reparar cerca de 1,33 milhão de veículos. No Brasil, cerca de 107 mil veículos do modelo Corolla foram chamados para substituição de peças que não ofereciam segurança adequada na utilização do carro.

Em 2009, a companhia passou ainda por perdas históricas provocadas pela recessão mundial.

Fonte: Folha.com

Nissan e Toyota pretendem investir US$ 1,2 bilhão na América Latina

A Toyota e a Nissan querem investir US$ 1,2 bilhão para expandir suas operações na América Latina. O objetivo das duas fabricantes de automóveis é aproveitar a demanda de exportações e o crescimento da região.

Conforme disse em nota, a Toyota está gastando US$ 600 milhões na construção de uma nova planta de veículos no estado de São Paulo. Nessa fábrica, a empresa pretende produzir 70 mil unidades por ano de um novo modelo de carro compacto a partir do segundo semestre de 2012.

No mês passado, a General Motors havia anunciado uma expectativa de aumento em 68% de suas vendas de automóveis no Brasil até 2014, acreditando na forte demanda do mercado latino-americano.

Mais investimentos
Enquanto isso, a Nissan vai investir também US$ 600 milhões no crescimento da produção no México para aproveitar os recordes de exportações de veículos do país, especialmente para os Estados Unidos e Europa.

Fonte: Infomoney